Agnocasto
Última revisão: outubro de 2026 · Com base em 16 estudos
Resumindo
Extratos padronizados de agnocasto foram testados em vários ensaios controlados por placebo, e as revisões sugerem que eles aliviam os sintomas da TPM mais do que o placebo. Os estudos são pequenos e variam entre si, então o tamanho do benefício é incerto. O agnocasto deve ser evitado na gravidez e na amamentação.
Para que ajuda
- Ajuda nos sintomas da TPM — Benefício, grau de evidência C (Limitada). Vários ensaios controlados por placebo e metanálises; rebaixado pela inconsistência entre os estudos e pelo alto risco de viés, conforme relatado pelas revisões.
- É seguro usar para a TPM — Sem efeito, grau de evidência C (Limitada). Revisão de eventos adversos e poucos dados de estudos abertos; efeitos colaterais leves e reversíveis, mas os estudos não foram desenhados para detectar danos graves raros.
- É seguro na gravidez e na amamentação — Dano, grau de evidência D (Preliminar). Nenhum estudo em gestantes encontrado; apenas opinião de especialistas, dados in vitro e um estudo em ratas. As revisões aconselham evitar o uso.
O que é
O agnocasto é o fruto do arbusto Vitex agnus-castus, e extratos do fruto são usados há muito tempo para queixas pré-menstruais e menstruais [1]. Os ensaios usaram extratos padronizados, como o Ze 440 e o BNO 1095, e também gotas líquidas; o produto exato importa [2].
O que diz a pesquisa
Uma metanálise de 2019 com três ensaios duplo-cegos controlados por placebo (520 mulheres) encontrou que as mulheres que tomavam agnocasto tinham 2,57 vezes a chance de ter remissão dos sintomas em comparação com as que tomavam placebo (IC 95% 1,52 a 4,35) [3]. Uma metanálise de 2017 com 14 ensaios encontrou um efeito combinado grande (g de Hedges −1,21), mas a heterogeneidade foi muito alta (I² 91%) e a maioria dos ensaios tinha alto risco de viés, então os autores consideraram que o número provavelmente está superestimado [4]. Em uma revisão de 2013, sete de oito ensaios sobre TPM encontraram o extrato superior ao placebo ou a outros tratamentos [5].
Em um ensaio com 162 mulheres, 20 mg por dia de Ze 440 reduziram os sintomas mais do que o placebo ou 8 mg, e 30 mg não foram melhores do que 20 mg [6]. Em um ensaio de três ciclos com 67 mulheres que usaram BNO 1095, a pontuação dos sintomas caiu de 29,4 para 4,3, e de 28,8 para 11,8 com o placebo [7].
Doses usadas nos estudos
O Ze 440 foi testado com 8, 20 e 30 mg por dia durante três ciclos menstruais; 20 mg foi a dose que superou o placebo [6]. O BNO 1095 foi dado como um comprimido por dia durante três ciclos [7]. Um extrato em gotas foi tomado na dose de 40 gotas por dia a partir de seis dias antes da menstruação, ao longo de seis ciclos [8]. Um estudo aberto japonês usou 20 mg por dia durante três ciclos, sem grupo de controle [9].
Segurança e interações
Os efeitos colaterais mais frequentes nos dados revisados foram náusea, dor de cabeça, desconforto no estômago, alterações menstruais, acne, coceira e erupção na pele; foram leves e reversíveis [1]. Um estudo aberto japonês não relatou eventos adversos importantes [9]. Nenhuma interação com medicamentos foi relatada na revisão de segurança, mas ela apontou um risco teórico com medicamentos que bloqueiam a dopamina [1]. As revisões aconselham evitar o agnocasto na gravidez ou na amamentação, e as evidências em humanos sobre a gravidez são fracas [1][10]. Em ratas, um extrato dado antes ou durante a gestação mudou os desfechos da gestação e do feto; são dados apenas de animais [11]. Nossas buscas não encontraram estudos em humanos sobre lesão no fígado, doença renal, distúrbios de sangramento, nem sobre limites máximos e doses tóxicas.
Ressalvas e perguntas em aberto
Muitos ensaios foram pequenos, e a revisão de 2019 concluiu que a maioria não podia ser usada como evidência de eficácia porque o produto estava mal descrito [3]. Apenas dois ensaios compararam o agnocasto com a fluoxetina na TPM grave, com resultados mistos [5]. Um ensaio-piloto do PREMEN-CALM, um produto combinado, não encontrou diferença entre o grupo ativo e o grupo placebo em 42 mulheres [12]. Um estudo da vida real de 2024 com 1700 mulheres não teve grupo placebo, e vários autores são funcionários da Bionorica SE [13]. Nenhum ensaio em recrutamento foi encontrado na busca no registro.
Referências
- Vitex agnus castus: a systematic review of adverse events.. Drug Saf, 2005.
- Vitex agnus castus for premenstrual syndrome and premenstrual dysphoric disorder: a systematic review.. Arch Womens Ment Health, 2017.
- Vitex agnus-castus in premenstrual syndrome: A meta-analysis of double-blind randomised controlled trials.. Complement Ther Med, 2019.
- The treatment of premenstrual syndrome with preparations of Vitex agnus castus: a systematic review and meta-analysis.. Am J Obstet Gynecol, 2017.
- Vitex agnus-castus extracts for female reproductive disorders: a systematic review of clinical trials.. Planta Med, 2013.
- Dose-dependent efficacy of the Vitex agnus castus extract Ze 440 in patients suffering from premenstrual syndrome.. Phytomedicine, 2012.
- Treatment of moderate to severe premenstrual syndrome with Vitex agnus castus (BNO 1095) in Chinese women.. Gynecol Endocrinol, 2010.
- Therapeutic effect of Vitex agnus castus in patients with premenstrual syndrome.. Acta Med Iran, 2012.
- Efficacy and safety of Vitex agnus-castus extract for treatment of premenstrual syndrome in Japanese patients: a prospective, open-label study.. Adv Ther, 2014.
- Safety and efficacy of chastetree (Vitex agnus-castus) during pregnancy and lactation.. Can J Clin Pharmacol, 2008.
- Does Vitex Agnus-Castus L. Have Deleterious Effect on Fertility and Pregnancy Outcome? An Experimental Study on Rats for Prediction of Its Safety.. J Pharmacopuncture, 2022.
- Effects of the PREMEN-CALM® in the Management of the Premenstrual Syndrome: A Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Pilot Study.. J Diet Suppl, 2024.
- Use of Vitex agnus-castus in patients with menstrual cycle disorders: a single-center retrospective longitudinal cohort study.. Arch Gynecol Obstet, 2024.